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Novidades
sobre a coluna
O
futuro é promissor para os métodos
novos e aperfeiçoados de cirurgias da coluna.
Outros avanços tecnológicos e biológicos
que funcionarão em conjunto com técnicas
minimamente invasivas despontam no horizonte. Muitas
delas, tais como a tecnologia de imagens guiadas
por computador, implantes de coluna bioabsorvíveis,
flexíveis e radiotransparentes e tecido
discal, fusão óssea, osso vertebral
geneticamente composto, e outras técnicas
valem a pena serem discutidas (todos são
geneticamente compostos ou somente o tecido discal
e os outros são outros exemplos de técnicas?)
Tecnologia
de Navegação na Coluna
Durante
as cirurgias convencionais da coluna, existe freqüentemente
a necessidade de que sejam feitos raios-x para
confirmar a localização da espinha
ou para confirmar o posicionamento satisfatório
de implantes espinhais (ex.: parafusos, hastes,
ganchos, placas). Para obter essas informações
durante a cirurgia os médicos utilizam,
freqüentemente, raios-x "ao vivo" (chamados
fluoroscopias).
Durante
a última década, foram realizados
muitos avanços em navegação
espinhal (ou localização), o que
levou o procedimento a um patamar superior. Conhecida
também como "imagem guiada por computador",
a tecnologia de navegação está avançando
muito rápido. A tecnologia de navegação
espinhal é mais poderosa e elegante do que
a tecnologia simples de raios-x e utiliza estudos
computadorizados e radiográficos (raios-x)
do paciente para permitir que o(a) cirurgião(ã)
saiba precisamente onde ele(a) se encontra durante
todo o procedimento.
A
tecnologia de navegação espinhal
permite ao cirurgião um posicionamento mais
acurado da instrumentação espinhal
para realizar a descompressão (isto é,
eliminar pressão nos nervos), remover tumores
e outras tarefas. Modelos tridimensionais da coluna
do paciente aparecem em uma tela de computador
com representações virtuais dos instrumentos
cirúrgicos reais que os cirurgiões
possuem em mãos. As cirurgias podem até mesmo
ser programadas 'virtualmente' no computador antes
do paciente ser anestesiado. Como exemplo, o diâmetro,
comprimento e outras medidas dos pinos podem ser
feitos de forma mais acurada.
O
futuro da navegação espinhal é excitante.
Ao invés de enviar o paciente para um escaneamento
pré-operatório (CT ou MRI), os cirurgiões
poderão obter imagens que instantaneamente
poderão criar modelos computadorizados da
coluna do paciente na própria sala operatória.
Esses modelos podem ser utilizados para navegar
pela coluna do paciente durante a cirurgia. CT
(Catscan) intraoperativo, MRI (Ressonância
Magnética) e CT baseado em fluoroscopia
oferecem um grande potencial. O resultado final é de
habilitar o cirurgião a 'viajar' virtualmente
no computador por dentro e por fora da espinha
do paciente, permitindo-lhe ver coisas que o olho
humano não poderia ver durante uma cirurgia
convencional. Novas técnicas minimamente
invasivas estarão disponíveis na
medida em que a tecnologia de navegação
espinhal avançar.
Biomateriais
do Futuro para Implantes Espinhais
Titânio
Um enorme sucesso tem sido alcançado usando implantes de coluna feitos
de aço inoxidável e, mais recentemente, de metal de titânio,
como por exemplo em gaiolas, hastes, parafusos, ganchos, fios, placas e pinos.
A grande vantagem do titânio é que, após a implantação,
oferece pouca interferência em procedimentos de imagem tais como CT e
MRI. As imagens de CT e MRI ficam significativamente fora de foco quando o
implante é feito de aço inoxidável.
Enxerto Ósseo
O enxerto ósseo é outro tipo de material utilizado em cirurgias
da coluna. O osso é retirado do corpo do próprio paciente (osso
autólogo) ou pode ser obtido num banco de ossos. Os ossos dos bancos
de ossos são oriundos de cadáveres e são processados comercialmente
para implantes em pacientes. Um dos problemas é que o osso retirado
do osso pélvico do paciente pode causar dores crônicas; o outro
problema é que o estoque de ossos de cadáveres pode ser limitado.
Proteínas
Morfogenéticas Ósseas (BMP)
Avanços biológicos moleculares vão combinar com esses
avanços em navegação e biomateriais. Muito em breve, proteínas
genéticas chamadas de Proteínas Morfogenéticas Ósseas
(BMP) estarão disponíveis comercialmente para cirurgias de fusão óssea.
Isto provavelmente eliminará a necessidade de recorrer a ossos autólogos
ou allograft e eliminando todo o potencial mórbido e as limitações
inerentes aos enxertos. A BMP pode ser colocada dentro de uma esponja de colágeno
(proteína) ou em outros implantes cerâmicos e pode ser utilizada,
ao invés de ossos, nas áreas que precisam de fusão (ex.:
espaço discal). Portanto, no futuro, poderemos estar utilizando espaçadores
biodegradáveis ou osteocondutores que contém BMP e que permitem
uma fusão sólida que, em seguida, se auto-elimina por dissolução,
permanecendo somente a fusão óssea.
Cerâmica
e Fibra de Carbono
Outros materiais já foram usados como condutores de enxerto ósseo
ou de reposições do corpo vertebral, tais como a cerâmica
ou a fibra de carbono. A fibra de carbono é radiotransparente, o que
significa que os implantes feitos com esses materiais não aparecem no
raio-x. Isto permite que a fusão óssea seja vista com melhor
qualidade. Novos e melhores avanços surgirão com desenvolvimentos
futuros.
Plásticos
e Polímeros
Devido ao caráter potencialmente mórbido que decorre do uso do
osso do próprio paciente ou do recurso ao estoque limitado de ossos
de cadáveres, as pesquisas se direcionaram no sentido de desenvolver
materiais mais novos que servissem como espaçadores e condutores para
implantes de ossos. Outras formas de plástico estão sendo desenvolvidas,
tais como as combinações de polyether ketone que serão
radiolucentes e ainda assim oferecerão força e sustentação.
Estão
sendo desenvolvidos também polímeros
POLYATIC ACID (PLA) que podem realmente ser biodegradados
ao longo do tempo. Isso quer dizer que o PLA desempenharia
a função de segurar o material do
enxerto ósseo por um tempo suficientemente
longo até que se realizasse a fusão
e então ele se dissolveria lentamente até desaparecer
no decurso de aproximadamente um ano. Além
disso estão sendo desenvolvidos outros materiais
que possibilitarão flexibilidade e dinamismo
em implantes de coluna. Existe alguma concordância
de que certos implantes de coluna possam ser mais
rígidos, mais naturais — de que substâncias
flexíveis podem servir como melhores substratos
para a fabricação de implantes.
Substituição
ou regeneração de disco
A substituição ou regeneração de disco poderá substituir,
em alguns pacientes, o processo de fusão. Embora a fusão possa
continuar sendo, para muitos pacientes, uma forma de tratamento, poderão
existir pacientes que se beneficiarão com a implantação
mecânica de um disco artificial. Algumas formas de implantação
artificial de disco foram usadas na Europa enquanto nos Estados Unidos estão
sendo testadas normalmente em experimentos clínicos.
Teoricamente,
a vantagem é a de que a reposição
com discos artificiais resultará numa melhora
das dores e da funcionalidade, ao mesmo tempo que
se mantém alguma mobilidade num espaço
discal que, de outra forma, teria sido fundido
solidamente através de técnicas mais
convencionais. Outras formas de reposição
discal podem incluir o restabelecimento do núcleo
interno do disco através do uso de um material
semelhante a um gel, utlizando o lining anular natural
do disco para contê-lo (sem componentes metálicos).
Além
disso, é excitante considerar a possibilidade
de poder implantar no disco degenerado células
oriundas da engenharia genética, com a possibilidade
de regenerar o material que no disco é destinado à absorção
de choques, como acontece com o disco com que todos
nós nascemos.
Em
virtude dos avanços ocorridos na última
década, os médicos puderam tratar
mais efetivamente dos problemas de coluna. Além
disso, serão integrados progressos ulteriores
em biomateriais, com recursos a imagens computadorizadas
tecnicamente conduzidas e em biologia molecular
de ossos e discos. De tudo isso nascerão
poderosas técnicas para o tratamento de
disfunções da coluna. Graças à integração
dessa tecnologia emergente, com os progressos na área
da biologia, resultarão incisões
menores, menos trauma para tecidos normais, redução
do tempo necessário para a cura, alívio
equivalente ou até mesmo maior para a dor
e para problemas neurológicos, bem como
retorno mais rápido para um estado funcionalmente
satisfatório.
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