Sintomas

Alterações da sensibilidade causadas por disfunções da coluna cervical são comuns em muitos adultos. A coluna cervical é constituída de várias estruturas anatômicas, incluindo: músculos, ossos, ligamentos e articulações. Cada uma dessas estruturas possui terminações nervosas que podem detectar, através da dor, a ocorrência de problemas. As diferentes partes da coluna cervical, normalmente, estão em equilíbrio e são capazes de lidar com os movimentos, pressões e tensões do corpo. Contudo, quando essas diferentes partes da coluna estão lesionadas ou simplesmente perdendo sua vitalidade, o pescoço pode se tornar uma fonte desagradável de dor e desconforto.

Estudos mostram que aproximadamente 50% da população apresenta mudanças degenerativas na coluna cervical por volta dos 50 anos. Essas mudanças decorrem do fato dos discos cervicais, que se localizam entre cada uma das vértebras da coluna cervical, onde atuam como amortecedores do impacto, se desgastarem, com o envelhecimento. À medida que os discos intervertebrais vão se desgastando, entram num processo que pode levá-los a um colapso, podendo culminar numa hérnia de disco, com a perda da sua flexibilidade natural. Entre as causas comuns provocadoras de dores no pescoço e disfunções cervicais incluem-se a artrite, as lesões e os traumas.

Em alguns casos, dores na coluna cervical podem indicar problemas mais graves como compressão da medula espinhal, um tumor ou uma infecção na coluna. Qualquer paciente que sofre de dor no pescoço, nos ombros, nos braços ou na cabeça deve ser examinado por um médico para que se determine a origem dessa dor e consequentemente sua causa. Devem ser identificadas as partes do corpo envolvidas na origem da dor bem como a maneira como são afetadas e irritadas nesse processo. O histórico e o comportamento que levaram ao sintoma da dor são fatores importantes para se diagnosticar e tratar esses problemas. A diminuição dos movimentos em qualquer parte da coluna cervical pode ser responsável por dores, desconforto e invalidez.

Uma avaliação exata das dores no pescoço, nos braços, nos ombros ou na cabeça requer um prévio conhecimento da anatomia funcional da região afetada. Se você estiver sofrendo de dores no pescoço ou dores que acredita serem causadas por disfunções da coluna cervical, consulte um médico.

Diminuição da Sensibilidade

Torpor ou dormência são sintomas comuns e significativos de disfunções da coluna cervical, sendo, contudo, normalmente mal interpretado e difícil de se descrever.

Essa dormência é normalmente causada pelo que é comumente chamado de compressão radicular (compressão de uma raiz nervosa).Um nervo pode ser comprimido ou bloqueado por uma variedade de disfunções cervicais.
Esse bloqueio do nervo causa uma diminuição de nutrientes que fluem para sua membrana, causando a diminuição e eventual perda da transmissão de pequenos impulsos elétricos entre uma e outra fibra nervosa, provocando sua eventual morte. Quando uma certa quantidade de fibras nervosas morre, sente-se, na pele, uma dormência ou, no caso de um músculo, ele pode deixar de funcionar normalmente.

Uma causa comum de dormência nos braços ou nas pernas, associada a dores nas costas ou no pescoço, é uma hérnia de disco que comprime o nervo por ocupar uma área maior do que deveria. Quando o revestimento externo do disco (ânulo fibroso) se rompe, seu centro (o núcleo) se rompe também, podendo pressionar uma terminação nervosa contra a parede óssea de uma vértebra.

Outra causa de dormência é a doença degenerativa discal (DDD). A DDD pode causar a formação de espículas ósseas ao redor de terminações nervosas. Isso normalmente ocorre no forâmen que é a abertura da coluna cervical por onde as fibras nervosas saem da coluna para o braço.

Se essas espículas ósseas crescerem demais, elas podem encostar no nervo, causando sua irritação. Isso provoca os mesmos sintomas que a hérnia de disco. Essa irritação pode causar uma dor que desce pelo braço, uma dormência nas regiões providas de nervos irritados e uma diminuição de força nos músculos por onde passam esses nervos irritados.

Estenose do canal

É o estreitamento do canal medular. É outra disfunção que pode causar dormência em membros do corpo. Em estágios avançados de degeneração medular, espículas ósseas e mudanças artríticas podem diminuir o espaço do canal medular. As espículas ósseas podem começar a pressionar a medula espinhal ou as terminações nervosas, o que pode causar a perda de sensibilidade de diferentes partes do corpo.

Diminuição da força

Fraqueza não é um dos sintomas mais comuns ao se tratar de disfunções da coluna cervical, porém, quando este sintoma se apresenta, indica um caso relativamente sério, havendo necessidade de uma investigação mais profunda. O paciente pode, por exemplo, ter os seguintes sintomas: dificuldade em manter a cabeça ereta, fraqueza nos braços, impossibilidade de elevar os braços acima da cabeça, fraqueza nas mãos, dificuldade em manter objetos na mão, quebra de louças com frequência, dificuldade para comer ou escrever. Se vários ou todos os nervos de um músculo estiverem comprometidos, pode ocorrer uma extrema atrofia muscular. Os sintomas da fraqueza podem se manifestar através de dor no músculo que se tenta movimentar ou mediante dano ao(s) nervo(s) que supre(m) determinado músculo com impulsos elétricos; sendo esses impulsos diminuídos ou interrompidos, o músculo em questão não se contrai mais.

A fraqueza pode ser medida em seis níveis

  • 0: Há evidência de contração muscular, porém sem a movimentação de articulação.
  • 1 Residual: evidência de leve contração, porém sem a movimentação de articulação.
  • 2 Pobre: movimentos abrangentes, vencendo a força da gravidade.
  • 3 Satisfatório: movimentos abrangentes apenas contra a gravidade.
  • 4 Bom: movimentos abrangentes contra a gravidade e oferecendo alguma resistência.
  • 5 Normal: movimentos abrangentes contra a gravidade e oferecendo total resistência.

Estenose de canal é o estreitamento do canal medular: é outra disfunção que pode causar fraqueza em membros do corpo. Em estágios avançados de degeneração medular, espículas ósseas e mudanças artríticas podem diminuir o espaço do canal medular. As espículas ósseas podem começar a pressionar a medula espinhal ou as terminações nervosas, o que pode causar diminuição de suas funções em diferentes partes do corpo.

Dificuldade para caminhar

Dificuldade para caminhar devido à fraqueza generalizada ou devido problemas de coordenação e de equilíbrio pode ser causada por vários problemas da coluna cervical. Uma das razões mais preocupantes pela qual uma pessoa está tendo dificuldades para caminhar ou manter o equilíbrio pode ser a compressão da medula espinhal, pressionada por espículas ósseas, e outras mudanças degenerativas da coluna cervical. Essa condição, que é chamada de mielopatia, afeta toda a medula espinhal e é muito diferente de outras condições onde existem pontos isolados de pressão a terminações nervosas. A mielopatia pode ser difícil de se detectar porque se desenvolve gradativamente e geralmente ocorre em uma época avançada da vida, onde já se está ficando mais "lento". Muitas pessoas com mielopatia terão dificuldade de exercer atividades que requerem uma certa destreza ou coordenação motora, como, por exemplo, subir e descer escadas ou abotoar uma peça de roupa.

Diminuição da coordenação, fraqueza repentina e o desenvolvimento de dificuldade para fazer algo, que antes se executava com facilidade, são claros sinais de que está na hora de consultar um médico. Diagnosticar a causa da dificuldade para caminhar pode ser um desafio médico. Existem muitas causas pelas quais pessoas idosas têm dificuldade para caminhar, e nem todas essas pessoas têm problemas em suas colunas cervicais. Contudo, esse sintoma é visto como muito importante pelos médicos, e não serão poupados esforços para detectar a(s) causa(s) da fraqueza ou invalidez. É comum que se façam testes mais profundos como ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC).