Anatomia

A coluna vertebral é uma das partes mais importantes do corpo humano. Ela sustenta o tronco e permite todos os nossos movimentos. Quando a coluna é lesionada e não pode exercer algumas de suas funções, as consequências podem ser dolorosas, podendo até mesmo gerar uma invalidez. Segundo os cálculos, 80% dos norte-americanos sentem dores lombares pelo menos uma vez na vida. Uma pequena quantidade de pacientes desenvolverá transtornos crônicos e degenerativos que podem ocasionar invalidez.

As dores na lombar afetam igualmente homens e mulheres, principalmente nas faixas de idade entre os 25 e 60 anos. No entanto, idade alguma está completamente imune. Aproximadamente entre 12% e 26% das crianças e adolescentes sofrem de dores na região lombar. Por sorte, a maioria dos casos de dores na lombar desaparece por si só dentro de um período de três a seis dias, com ou sem tratamento. Se a dor e os sintomas persistirem durante mais de três meses a um ano, o quadro sé considerado crônico.

Os seres humanos nascem com 33 vértebras separadas. Ao chegar à idade adulta, a maioria tem somente 24, devido à fusão das vértebras em certas partes da coluna vertebral, que acontece durante um desenvolvimento normal. A região lombar é composta de cinco vértebras denominadas L1 a L5. Abaixo da região lombar, nove vértebras crescem juntas da base da coluna e cinco formam o osso triangular chamado sacro. As duas covinhas que quase todas as pessoas possuem nas costas (historicamente conhecidas como as "covinhas de Vênus") são o ponto de união do sacro e dos ossos da bacia, denominado de articulação sacroilíaca. As quatro vértebras inferiores formam a vértebra caudal ou cóccix.

A anatomia da coluna vertebral é perfeitamente desenhada para desempenhar diversas funções. Todos os elementos da coluna e das vértebras servem para proteger a medula espinhal — que proporciona comunicação com o cérebro, mobilidade e sensações corporais — através da completa interação dos ossos, dos ligamentos e das estruturas musculares das costas e dos nervos que a envolvem. A coluna também é o pilar central para todo o corpo, sustenta o tronco e nos permite fazer todos os movimentos da cabeça, dos braços e das pernas.

Coluna lombar

Coluna LombarOs médicos utilizam um código para nomear cada uma das 24 vértebras da coluna vertebral. A região lombar começa na parte inferior da coluna vertebral, exatamente abaixo das regiões torácica e cervical e logo acima do sacro. As vértebras lombares, L1 a L5, são as mais envolvidas com dores nas costas porque sustentam a maior parte do peso do corpo e estão sujeitas aos maiores esforços e tensões da coluna vertebral.

A medula espinhal propriamente dita termina quase no nível L1, onde se divide em várias raízes nervosas diferentes que chegam à parte inferior do corpo e das pernas. Esse conjunto de raízes nervosas se denomina "cauda equina", que representa a continuação das raízes nervosas no final da medula espinhal.

 

Vértebra

O corpo vertebral é um anel delgado formado por um osso cortical denso. O corpo vertebral tem a forma de uma ampulheta, mais fino no centro e mais grosso nas extremidades. O osso cortical externo se estende por cima e por baixo das terminações superiores e inferiores das vértebras formando bordas. As terminações superiores e inferiores das placas se encontram dentro dessas bordas ósseas.

Pedículos

Os pedículos são duas prolongações arredondadas que se estendem ao longo da margem lateral da superfície dorsal casino polska do corpo vertebral. São compostos de osso cortical denso.

Lâminas

As lâminas são duas placas ósseas planas que se estendem aproximadamente desde os pedículos para formar a parede posterior do forâmen vertebral. O istmo vertebral é uma região especial da lâmina situada entre as apófises articulares superior e inferior. Uma fratura ou anomalia congênita no istmo vertebral pode ocasionar espondilolistese.

Disco Intervertebral

Os discos intervertebrais se encontram entre cada vértebra. Os discos são estruturas planas e redondas, com uma espessura de aproximadamente um quarto a três quartos de uma polegada, com anéis de tecido resistentes, denominados ânulos fibrosos, que possuem um núcleo suave, branco e gelatinoso denominado núcleo pulposo. As placas planas e circulares de cartilagem se conectam às vértebras por cima e por baixo de cada disco. Os discos intervertebrais separam as vértebras e atuam como amortecedores para a coluna vertebral. Eles se comprimem quando se carrega peso e se descomprimem quando o peso é removido.

Os discos intervertebrais representam um terço da longitude da coluna vertebral e constituem o maior órgão do corpo que não possui seu próprio suprimento de sangue. Os discos recebem seu suprimento de sangue quando, por meio de movimentos, absorvem nutrientes. Eles se expandem quando estão em repouso, o que lhes permite absorver líquidos ricos em nutrientes. Quando esse processo é inibido devido a movimentos repetitivos, lesões ou má postura, os discos se tornam mais finos e mais propensos a lesões. Com o passar do tempo, essa pode ser uma causa da degeneração gradual da estrutura e do funcionamento do disco.

Articulações planas

As articulações entre os ossos da nossa coluna são o que nos permitem nos inclinarmos para trás e para frente, nos torcermos e rotarmos. As articulações planas são articulações específicas localizadas entre cada corpo vertebral que contribuem com os movimentos de torção e rotação da coluna vertebral. As articulações planas fazem parte dos elementos posteriores de cada vértebra.

* Cada vértebra possui articulações planas que conectam com as vértebras localizadas acima e abaixo da coluna espinhal. As superfícies das articulações planas são cobertas por uma cartilagem lisa que permite que estas partes do corpo vertebral deslizem sem causar fricção umas nas outras.

Ligamento Flavum

O ligamento flavum é um ligamento forte que conecta as lâminas das vértebras. Seu nome faz referência ao aspecto amarelado do ligamento em seu estado natural. O ligamento flavum protege os elementos neurológicos e da medula espinhal e estabiliza a coluna para não haver movimentos excessivos entre os corpos vertebrais. É o ligamento espinhal mais forte e frequentemente possui uma seção mais fina no meio. Juntamente com as lâminas, forma a parede posterior do canal raquídeo.

Medula espinhal

A medula espinhal forma parte do sistema nervoso central do corpo humano. É um caminho vital que transporta sinais elétricos do cérebro para o resto do corpo através de fibras nervosas individuais. A medula espinhal é uma estrutura muito delicada que deriva do sulco ectodérmico neural, que eventualmente se fecha formando um tubo durante o desenvolvimento fetal. A partir desse tubo neural se desenvolve todo o sistema nervoso central, o cérebro e a medula. Até o terceiro mês de vida fetal, a medula possui, aproximadamente, a mesma largura que o canal. Depois do terceiro mês de gestação, o crescimento do canal acontece mais rápido que o crescimento da medula. Em um adulto, a extremidade inferior da medula costuma terminar na primeira vértebra lombar, onde se divide em várias raízes nervosas individuais (L1).

Canal raquídeo

O canal raquídeo é a estrutura anatômica que contém a medula espinhal. Os ossos e ligamentos da coluna vertebral estão alinhados de maneira tal que criam um canal que proporciona proteção e suporte para a medula espinhal. Várias membranas diferentes circundam, envolvem e nutrem a medula espinhal. A camada mais superficial é chamada de dura mater, termo em latim que significa "dura mãe", indicando que os primeiros anatomistas possuíam um senso de humor rudimentar. A dura mater é uma membrana resistente que envolve o cérebro e a medula espinhal e impede que o líquido cefalorraquidiano vaze do sistema nervoso central. O espaço entre a dura mater e o canal raquídeo é denominado espaço epidural. Ele contém tecidos, vasos e veias grandes. O espaço epidural é importante no tratamento da dor lombar, dado que ali é que são injetados medicamentos como anestésicos e esteroides a fim de aliviar a dor e a inflamação das raízes nervosas.

Coluna sacra

Denomina-se coluna sacra ou sacro o osso de tamanho grande e forma triangular irregular composto de cinco vértebras fundidas abaixo da região lombar. Entre a base da última vértebra lombar e o sacro encontra-se um disco intervertebral com a forma de uma cunha e denominado de disco lombossacro. O canal raquidiano se estende até o sacro e os nervos sacros saem do canal através dos foramens ósseos.

O sacro se encaixa como uma cunha entre os dois ossos ilíacos ou pélvicos com os quais se mantém unido mediante as articulações sacroilíacas. Muitos problemas situados nas costas se originam no ponto de união entre as regiões lombar e sacra, porque sobre essa região da coluna recai grande parte da tensão proveniente de certas atividades.

Asa sacra

A asa sacra representa as “asas” do sacro. É uma parte importante da conexão entre o sacro e a pelve e costumam ser usadas como ponto de união para a instrumentação que permite estabilizar a intersecção lombossacra durante uma cirurgia de coluna.

Cóccix

O cóccix é o ponto extremo no fim da coluna vertebral e normalmente é chamado de cauda vertebral. É originado pela fusão de quatro e, às vezes, de cinco vértebras.

Articulações sacroilíacas

As articulações sacroilíacas se encontram no ponto de união do sacro com o osso ilíaco (parte superior da pelve em ambos os lados das costas). Essas articulações suportam o peso das torções e das rotações do tronco do corpo. Durante décadas essas articulações sacroilíacas têm dado origem a um grande debate e têm sido objeto de muitos estudos. Ao longo do tempo, os antropólogos usaram essa articulação como referência esquelética para determinar a idade de espécimes descobertos. Essa articulação é uma estrutura extremamente estável devido à sua configuração óssea e devido ao suporte ligamentoso. Os seus ligamentos estão entre os mais fortes do corpo humano.

As características da articulação sacroilíaca sofrem alterações à medida que envelhecemos. A superfície da articulação se mantém lisa até um certo tempo depois da puberdade. Nas pessoas entre 30 e 40 anos, essas articulações aumentam de tamanho e as superfícies sacra e ilíaca começam a apresentar numerosas elevações e depressões. Com o passar do tempo, o próprio espaço articular desaparece, sendo que isso ocorre primeiro nos homens e depois da menopausa também nas mulheres.